domingo, 8 de agosto de 2010

Diga Nunca

Como seguir o conselho
Se em seus próprios termos
Esconde a mais dissimulada contradição

Nunca!

Entendo a variável vida
Defendo a constante mutação,
Exceto com coisas do coração!

Nunca, diga!

Pois, "amor não se conjuga no passado;
ou se ama para sempre,
ou nunca se amou verdadeiramente"

Diga nunca!

Se nunca diz nunca
não assumes o compromisso,
não acreditas na promessa,
não amas...

Nunca, diga nunca!

Por isso, queime seus navios,
se entregue, sem volta,
Diga nunca (rebus sic stantibus)
e viva por inteiro!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Depoimento de Amor

Mas e a vida? E a vida o que é? Diga lá, meu irmão!

Vão-se poetas, filósofos, religiosos,
todos tentando encontrarem a resposta para essa antiga pergunta.

E quem sou eu para tentar ousar respondê-la...?
!

Mas nesse grão de areia de tempo chamado "vida",
poderei sempre dizer que tive ao menos um momento
em que tal pergunta
simplesmente perdeu o propósito,
pois, se a razão da própria existência
fosse ter o privilégio de sentir-se amado por você,
qualquer 1 segundo de vida acabaria em um final feliz.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Credos

E como vai a vida?
A condução na pista,
como está você?

Se é pra valer a pena
basta a megassena
ou um belo prazer?

Há filosofias,
falsas alegrias
e religão

Então, bebe essa cerveja,
embriaga essa tristeza
e vai ganhar o pão!

E leva sua vida
acreditando na notícia
da televisão!
Ou segue aquele livro
seguro e conhecido;
o seu pai tinha razão!

Mas de todos esses credos
escolha só o certo
Não vá se enganar
Pois uma vida bem vivida
só será reconhecida
se você acreditar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Invictus - William Ernest Henley

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.