Já observou como se comportam e o que falam as pessoas quando, depois de algum tempo, se reencontram? Melhor ainda: quando acabam de se conhecer!
Pense num amigo ou amiga que algum tempo você não vê. Não muito tempo: um mês já é suficiente para compreender.
Salvo alguma raras (e sinceras!) exceções, e variações de acordo com o sexo, o encontro segue um diálogo parecido com isso:
"---Oi, tudo bem?".
"---Tudo e você?".
"---Blz. E aí: o que você está fazendo de bom?". - e a conversa vai por aí.
A questão que abordo é: qual sua verdadeira intenção em perguntar o que a pessoa está fazendo?
Abre-se um leque de várias respostas: uns vão dizer que é só para puxar papo, dar continuidade na conversa (mesmo porque, em casos assim, nossos pensamentos ficam à mil para que não surja aquele indesejável silêncio cortante no diálogo). Se fosse sempre só isso estaria ótimo. Sem problemas.
Mas há mais pimenta nessa boca do que parece.
Uma outra resposta inconfessável merece ser revelada.
Por vezes, queremos saber o que o outro está fazendo por alguns motivos sórdidos. Por exemplo, temos a mania de enquadrar as pessoas em determinados padrões (burro, inteligente, incapaz, competente, engraçado, rico, pobre) e, até mesmo sem dolo, desejamos que ela permaneça sempre ali, naquele estereótipo que nosso cérebro organizou.
Outro motivo mais sujo ainda é a necessidade de ser ou achar-se melhor do que o outro. Estar ganhando mais dinheiro, estar com um emprego melhor, ter um carro mais caro, uma casa mais luxosa, saber mais coisas etc.
Porque precisamos dessa confirmação? Será fruto apenas do "capitalismo selvagem" - competivo - ou há mais aí?
Além da cotidiana competividade, duas outras causas me vêm a mente. Uma é a inveja na sua modalidade destrutiva - o mais negado dos pecados capitais. Outra é a pequenina visão que as pessoas têm do todo. Se deixam levar por toda essa "filosofia" do ter ao invés do serem. E, com isso, perdem sua identidade, ficam inseguras, fúteis e frágeis, e se escondem atrás de status e bens materiais.
E assim, quando (re)inicia um (novo) contato com outra pessoa, logo trata de procurar seu escudo do ter para proteger a falta da sabedoria do ser, que é a que compreende que cada um de nós têm seus defeitos e qualidades, fato que, no fim das costas, nos deixam iguais, humanos falíveis (com o perdão do pleonasmo).
Pense num amigo ou amiga que algum tempo você não vê. Não muito tempo: um mês já é suficiente para compreender.
Salvo alguma raras (e sinceras!) exceções, e variações de acordo com o sexo, o encontro segue um diálogo parecido com isso:
"---Oi, tudo bem?".
"---Tudo e você?".
"---Blz. E aí: o que você está fazendo de bom?". - e a conversa vai por aí.
A questão que abordo é: qual sua verdadeira intenção em perguntar o que a pessoa está fazendo?
Abre-se um leque de várias respostas: uns vão dizer que é só para puxar papo, dar continuidade na conversa (mesmo porque, em casos assim, nossos pensamentos ficam à mil para que não surja aquele indesejável silêncio cortante no diálogo). Se fosse sempre só isso estaria ótimo. Sem problemas.
Mas há mais pimenta nessa boca do que parece.
Uma outra resposta inconfessável merece ser revelada.
Por vezes, queremos saber o que o outro está fazendo por alguns motivos sórdidos. Por exemplo, temos a mania de enquadrar as pessoas em determinados padrões (burro, inteligente, incapaz, competente, engraçado, rico, pobre) e, até mesmo sem dolo, desejamos que ela permaneça sempre ali, naquele estereótipo que nosso cérebro organizou.
Outro motivo mais sujo ainda é a necessidade de ser ou achar-se melhor do que o outro. Estar ganhando mais dinheiro, estar com um emprego melhor, ter um carro mais caro, uma casa mais luxosa, saber mais coisas etc.
Porque precisamos dessa confirmação? Será fruto apenas do "capitalismo selvagem" - competivo - ou há mais aí?
Além da cotidiana competividade, duas outras causas me vêm a mente. Uma é a inveja na sua modalidade destrutiva - o mais negado dos pecados capitais. Outra é a pequenina visão que as pessoas têm do todo. Se deixam levar por toda essa "filosofia" do ter ao invés do serem. E, com isso, perdem sua identidade, ficam inseguras, fúteis e frágeis, e se escondem atrás de status e bens materiais.
E assim, quando (re)inicia um (novo) contato com outra pessoa, logo trata de procurar seu escudo do ter para proteger a falta da sabedoria do ser, que é a que compreende que cada um de nós têm seus defeitos e qualidades, fato que, no fim das costas, nos deixam iguais, humanos falíveis (com o perdão do pleonasmo).
