quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Desesperança - Manuel Bandeira

Esta manhã tem a tristeza de um crepúsculo.
Como dói um pesar em cada pensamento!
Ah, que penosa lassidão em cada músculo. . .

O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento
Que dá medo... O ar, parado, incomoda, angustia...
Dir-se-ia que anda no ar um mau pressentimento.

Assim deverá ser a natureza um dia,
Quando a vida acabar e, astro apagado,
Rodar sobre si mesma estéril e vazia.

O demônio sutil das nevroses enterra
A sua agulha de aço em meu crânio doído.
Ouço a morte chamar-me e esse apelo me aterra...

Minha respiração se faz como um gemido.
Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.

Por onde alongue o meu olhar de moribundo,
Tudo a meus olhos toma um doloroso aspeto:
E erro assim repelido e estrangeiro no mundo.

Vejo nele a feição fria de um desafeto.
Temo a monotonia e apreendo a mudança.
Sinto que a minha vida é sem fim, sem objeto...

- Ah, como dói viver quando falta a esperança!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Precisamos de Religião?

E se...

fosse nos dada a total responsabilidade...

por nossas ações,

pela busca da felicidade,

por criar uma força interna que nos faz continuar,

para mudar,

respeitar,

perdoar...


E se não existesse nada além da própria e única vida?

E se não existisse um caminho ou um descaminho, apenas uma total e vazia liberdade?


VOCÊ AGUENTARIA?

domingo, 29 de março de 2009

Hera X Atena X Volupta

Choro.
Sufoca-me a questão da direção:
Por onde ir?

Dói e aperta...
Queria comprimir-se ao desaparecimento completo.

Constante vento frio nas entranhas
que passa e volta e vai e vem...

Qual é o caminho?
E se me enganar? Terei outra chance?
Quem distribui as oportunidades? Quantas me sobram ainda?

Dúvida complexa resumida a id e ego?
Não pode ser.

Atena oferece uma vida de sabedoria:
elevação pessoal, compreensão, crescimento...
Mas exige a morte do id, do orgulho, da propaganda...

Volupta deseja a superficialidade e prazer
a custa de um sacrifício do ego: "jogue o jogo"!
E dá como prêmio as mais instintivas trivialidades humanas...

E Hera quer atenção.
Sonha com o sacramento prisioneiro...
Defende as tradições.
Talvez um casulo apertado demais tendo uma só vida para viver.

Heterodeuses, heterocaminhos...
Calaria até o próprio Buda e seu caminho do meio...
Ou um ou outro... por onde andará minha felicidade?

Da Docência do Silêncio

Não há melhor mestre que silêncio.

É nele que as melhores lições são verdadeiramente aprendidas.

Na ausência de som, você pode encarar a si mesmo.
Mas muitos temem esse encontro.
E você?

É o silêncio que responde sinceramente aquela sua pergunta.

Nele o "se" ganha força: você SE pergunta, SE ouve, SE olha, SE gosta, SE odeia, SE conhece... SEnte.

Não existem outras opiniões, não há ordem, não há direção nem dica! Só você, sua verdade, seu ponto vista, seu credo.

Mas não caia na lábia extremista do silêncio de morte.
Não, ele não é recomendável. Quase sempre se atrapalha e acaba passando a mensagem errada...
Aí não tem volta! Como desdizer o que não foi dito?

O silêncio ajuda. Aquilo que jamais será dito, só ele, sem pudor, confessa. E aí, te salva ou te condena.

Em silêncio, você tem razão.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Força!

No limite do desespero e desesperança, lembre-se:

"É necessário sempre acreditar


que o sonho é possível,

que o céu é o limite

e você, truta, é IMBATÍVEL!

Que o tempo ruim vai passar

é só uma fase.

Que o sofrimento alimenta mais a sua coragem!".

domingo, 25 de janeiro de 2009

Conselhos de Benjamin

Para as coisas importantes,
nunca é tarde demais,

ou no meu caso, muito cedo,
para ser quem queremos.

Não há um limite de tempo,
comece quando quiser.

Você pode mudar ou não.
Não há regras.

Podemos fazer o melhor
ou o pior.

Espero que você
faça o melhor.

Espero que veja as
coisas que a assustam.

Espero que sinta coisas
que nunca sentiu antes.

Espero que conheça pessoas
com diferentes opiniões.

Espero que viva uma
vida da qual se orgulhe.

E se você achar que não a tem,
espero que tenha força
para começar novamente.